Vacinação é forma mais eficiente de prevenir várias doenças graves

Uma das maneiras mais eficientes de evitar uma série de doenças e suas complicações, tanto em crianças quanto em adultos, é a vacinação. “Uma pessoa que foi imunizada pode até desenvolver a doença, mas ela ocorre de forma mais branda e o risco de sequelas é consideravelmente reduzido”, explica o pediatra Carlos Renê de Sousa Silva, do Pró Infância.

O calendário básico de vacinação deve ser iniciado logo nas primeiras horas de vida, quando os bebês recebem, ainda na maternidade, a primeira dose da vacina BCG que imuniza contra tuberculose, e a vacina contra hepatite B. Após estas primeiras aplicações outras deverão ser feitas ao longo tanto da infância quanto da vida adulta.

“É importante seguir corretamente a orientação sobre o esquema das vacinas que devem ser aplicadas e as datas estipuladas para a imunização, pois quando a aplicação é atrasada, em alguns casos, pode-se ter que recomeçar o esquema”, explica Dr. Renê.

Todas essas vacinas do calendário básico podem ser encontradas na rede pública de saúde, no entanto, em clínicas como o Pró Infância, é possível encontrar algumas associações que podem reduzir o número de aplicações necessárias, bem como vacinas mais recentes que protegem contra um grupo maior de agentes infecciosos.

Um exemplo são as vacinas contra a pneumonia. Na rede pública está disponível a Pneumo 10 que protege contra 10 cepas diferentes do pneumococo; já na rede particular é possível encontrar a Pneumo 13 que imuniza contra um número maior de cepas.

Adultos também precisam ser vacinados

Achar que somente as crianças devem ser vacinadas é um engano. Há uma série de vacinas que devem ser tomadas na fase adulta. Entre elas estão a Hepatite A, o reforço contra hepatite B, a tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) que deve ser tomada na adolescência, a Dupla adulto (contra difteria e tétano) e a de Febre Amarela (para os que residem ou que viajam para áreas de risco), essas duas últimas devem ser tomadas a cada 10 anos.

Há ainda as vacinas contra gripe e pneumonia que evitam as formas mais graves e são muito importantes para reduzir a mortalidade e as complicações destas doenças, principalmente nos idosos.

Efeitos colaterais

Muitas pessoas dizem que as vacinas podem causar efeitos colaterais ou ainda podem provocar a doença a qual deveriam evitar.

Segundo o pediatra Carlos Renê de Sousa Silva, os efeitos adversos podem sim ocorrer, mas normalmente eles são brandos. “O que normalmente acontece é um pouco de febre (que pode ser controlada com medicamentos antitérmicos), mal estar e enjôo”, afirma. Ele também ressalta que não se deve passar nenhum tipo de pomada no local onde foi aplicada a vacina.

Já com relação à possibilidade da vacina provocar a doença o médico é taxativo. “Não há nada cientificamente comprovado que demonstre que a vacina provoca a doença”, conclui Dr. Renê.